Transtorno de Ansiedade Generalizada-TAG

A Covid-19 acarretou grandes impactos negativos na saúde física e mental da população de modo geral, levando muitos ao desenvolvimento do Transtorno de Ansiedade Generalizada, devido o medo do contágio, da morte, de perder um familiar ou amigo, desemprego, entre outros.

Fatores ambientais são contribuintes para o seu aparecimento, tendo em vista estímulos ameaçadores que são muitas vezes mal interpretados, relacionados a situações indesejadas e traumáticas.

Segundo uma pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2015, cerca de 264 milhões de pessoas desenvolveram TAG, índices hoje aumentados significativamente com a pandemia.

O TAG é um dos transtornos psiquiátricos mais subdiagnosticados, raramente as pessoas procuram diretamente um profissional de saúde mental, geralmente preferem o clínico geral.

O Transtorno de Ansiedade generalizada é um transtorno psiquiátrico crônico, caracterizado por preocupação excessiva, que ocorre diariamente e com duração de no mínimo seis meses, está relacionada a vários eventos e/ou atividades (vida acadêmica, trabalho…) acompanhada por um sentimento de medo antecipado de algo que ainda nem aconteceu, gerando muita angústia e sofrimento, acompanhada de no mínimo três sintomas físicos: taquicardia, sudorese, tremores, irritação, inquietação, sono prejudicado, dificuldade de concentração, tontura, fadiga, falta de ar, dores de cabeça, desconforto estomacal, entre outros. A preocupação precisa ser incontrolável, e afetar as áreas da vida, como: trabalho, estudo, socialização, etc. Geralmente as pessoas com TAG se preocupam de maneira desproporcional com o futuro, e comentem distorções do pensamento, apresentando dificuldade para considerar a realidade para raciocinar, suas interpretações das situações tomam proporções exageradas e negativas, ocasionando dificuldade de resolver problemas, tomar decisões, etc.

O TAG apresenta comorbidade frequente com a Depressão e outros Transtorno de Ansiedade (fobia social, fobias específicas e pânico).

O tratamento consiste em apoio psicológico- a Terapia Cognitivo Comportamental é a mais efetiva na redução de sintomas e taxas de recorrência. As intervenções cognitivo-comportamentais geralmente são: a psicoeducação, técnicas de respiração e relaxamento, a identificação dos pensamentos automáticos e das emoções, a identificação das crenças centrais e intermediárias, a reestruturação cognitiva, a resolução de problemas, entre outras.

Também contamos com o apoio psiquiátrico-medicamentoso como coadjuvante ao suporte psicoterapêutico.

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