Depressão na Infância e Adolescência

A depressão na infância é um problema significativo de saúde pública, a prevalência aumenta ao longo do desenvolvimento infantil, de cerca de 3% antes dos 13 anos e de 8% durante a adolescência. Altas taxas de recorrência e elevado risco de suicídio, mau funcionamento social e escolar, problemas de relacionamento, obesidade e problemas de saúde mental comórbidos que podem durar por toda a vida. Hoffman, 2018.

Segundo a Organização Mundial da Saúde -OMS, o suicídio é a segunda causa de morte em jovens entre 15 e 29 anos no mundo. Em cada 40 segundos uma pessoa se suicida. Atentem-se aos sinais e procure ajuda.

Vários fatores podem levar a depressão, fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, mudança no estilo de vida (separação dos pais, mudança de escola e cidade, bullying, morte de uma pessoa amada ou um animal de estimação, dificuldades de adaptação na escola, etc). Filhos de pais com depressão ou famílias que apresentem quadros de depressão têm mais probabilidade de desenvolver a doença.

Em crianças e adolescentes pode aparecer uma variedade de sintomas somáticos, como: dor de cabeça, dor de estômago e fadiga, alterações no apetite, sono, energia, sintomas psicológicos e comportamentais, notas baixas, conflitos e afastamento dos colegas, irritabilidade, ente outros.

A depressão em crianças até 6 anos se apresenta de forma velada, e os sintomas são psicossomáticos, como: problemas com o ritmo do sono-vigília e nutrição, acompanhados de problemas dermatológicos e respiratórios. Crianças muito pequenas podem apresentar dependência interpessoal, caracterizada por intensos medos de abandono e sentimentos de impotência e fraqueza. Mantovani, 2019.

A depressão também pode passar despercebida nos adolescentes por estarem numa fase de conflitos de desenvolvimento de sua personalidade, e enfrentando a difícil fase decisão de uma carreira profissional.

Os sintomas mais comuns nos adolescentes são: falta de entusiasmo, energia e motivação, afastamento ou isolamento de atividades sociais, dificuldade em tomar decisões, baixo rendimento escolar, problemas alimentares, insônia e distúrbios de sono, baixa estima ou sensação de culpa, abuso de álcool e/ou drogas, ansiedade ou medos, inquietação ou irritabilidade, entre outros.

O Tratamento é medicamentoso- com o psiquiatra infantil, e em conjunto com o psicólogo, a abordagem mais eficaz hoje é a Terapia Cognitivo Comportamental que tem como objetivo a reestruturação cognitiva, monitoramento de estados de ânimo, a resolução de problemas, o treinamento de habilidades sociais, técnicas de comunicação, autoconhecimento e fortalecimento da autoestima, manejo da ansiedade, a inserção gradual em atividades prazerosas no dia a dia, a orientação aos pais, etc.

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